QUEM MORRE
Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se torna escravo do hábito,
Repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está
Infeliz com o seu trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias
Queixando-se da sua má sorte
Ou da chuva que cai incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projecto
Antes de iniciá-lo,
Não pergunta sobre um assunto que desconhece
Ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
Que o simples facto de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos
Um estágio esplêndido de felicidade.
(Pablo Neruda)
20/06/2008
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1 comentário:
adoro o Pablo Neruda, é um dos meus preferidos. (vou por no meu, porque acho que vem mt a propósito) bjs
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